

Prótese dentária: resultados do Meeting de COMsenso
Confira um guia prático para o cirurgião-dentista
Emerson Nakao
Rodolfo F. Haltenhoff Melani
Nesse segundo encontro com a rede credenciada, realizado em maio deste ano, cinco especialistas em prótese dentária foram convidados a participar do mesmo processo de validação de critérios técnicos utilizados pela Gestão da Qualidade na análise de guias de tratamento reabilitadores indiretos.
Há aqui, porém uma diferença no processo administrativo: tratamentos com prótese dentária exigem uma análise prévia à aprovação da realização, por se tratarem de procedimentos mais complexos e invasivos, com repercussões maiores aos pacientes.
Novamente foi ressaltada a importância da qualidade das imagens enviadas para análise, porque elas são o meio mais importante de comunicação entre a rede credenciada e a auditoria.
No caso de próteses dentárias, de modo geral, as imagens são necessárias para a avaliação tanto do plano de tratamento (indicação, oportunidade e viabilidade) como da qualidade do resultado obtido após sua execução. Em alguns casos, o relatório clínico é de grande ajuda, pois complementa as informações que as imagens não conseguem traduzir por si sós.

A gestão da qualidade dessa modalidade de tratamento tem como objetivo ter como solucionado o problema que levou a essa necessidade e, ao mesmo tempo, a proteção do remanescente dentário de forma a restabelecer a função do dente, garantindo que o beneficiário tenha tido o melhor atendimento possível.
O manual contempla 49 códigos TUSS nessa especialidade, desde coroas provisórias até a remoção de trabalhos protéticos. Seus critérios de avaliação foram expostos e discutidos de modo a atingir uma concordância, oportunidade essa de adequar possíveis descompassos entre as regras administrativas e a prática clínica. Mais uma vez, alcançou-se 100% de concordância.

Algumas sugestões e questões surgiram durante a apresentação, como a dificuldade técnica apresentada em dentes posteriores e a solicitação de desenvolvimento de treinamentos para as secretárias, com foco na utilização do aplicativo, aberturas e preenchimento correto de GTOs, captação e envio de imagens (basta que o credenciado solicite esse treinamento ao seu consultor).
Entendemos que a amostra de cinco especialistas da capital não pode ser considerada significativa para representar todos os credenciados que realizam eventos dessa especialidade, entretanto, formas de ajuste já estão sendo pensadas. O evento em si marca um momento, mas a porta permanecerá aberta para que esse processo de validação possa ser revisitado sempre que necessário.
O quarto e último meeting programado para este ano será o de cirurgia.


BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
1. Baratieri LN, Monteiro Júnior S, Melo TS, et al. Odontologia restauradora: fundamentos e técnicas. Vol. 1. 2ª ed. São Paulo: Santos; 2010.
2. Pegoraro LF, Do Valle AL, De Araujo CRP, Bonfante G, Conti PCR. Prótese fixa: bases para o planejamento em reabilitação oral. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 2013.
3. Correa GA. Prótese total: passo a passo. 1ª ed. São Paulo: Santos; 2005.
4. Di Fiore SR, Di Fiore MA, Di Fiore AP. Atlas de prótese parcial removível: princípios biomecânicos, bioprotéticos e de oclusão. São Paulo: Santos; 2010.
5. Fradeani M, Barducci G. Reabilitação estética em prótese fixa: tratamento protético. Vol. 2. 1ª ed. São Paulo: Quintessence; 2009.
6. Shillingburg HT Jr, Hobo S, Whitsett LD, Jacobi R, Brackett SE. Fundamentos de prótese fixa. 4ª ed. São Paulo: Quintessence; 2007.

Prof. Emerson Nakao
Mestre e Especialista em Prótese Dentária e professor da FFO-Fundecto, fundação conveniada à Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP)

Prof. Dr. Rodolfo Francisco Haltenhoff Melani
Professor titular do Departamento de Odontologia Social e responsável pela área de Odontologia Legal do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, ambos na FOUSP